20 de agosto de 2017

Aula - Obediência e Resignação

PLANO DE AULA
OBEDIÊNCIA e RESIGNAÇÃO

“A obediência é o consentimento da razão; 
a resignação é o consentimento do coração.”

OBJETIVO: Levar ao conhecimento e ao coração das crianças, que a obediência às leis de Deus e àqueles que nosso Criador coloca em nossos caminhos: pais, mães, professoras, nos levam à conquista dessa virtude importante, que se chama — obediência.

Bibliografia: Elucidações Evangélicas. Cap. 9. Antônio Luiz Sayão; Lucas - Capítulo 2: 42 a 52; site Momento Espírita “Ofereça a outra face”; O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 5, item 12 - Cap. 9, itens 7 e 8.


PRIMEIRO MOMENTO:

Dinâmica - Obediência e resignação

Sugestão:
1. Providenciar as letras de uma palavra em tamanho grande. (Você pode fazer no computador, imprimindo uma letra em cada folha A4 e, depois recortando, ou pintando. Exemplo: OBEDIÊNCIA/RESIGNAÇÃO. Elas estariam escondidas pelo espaço de uma sala ou pátio e cada criança receberia pistas para encontrar uma letra.
2. Depois, a turma teria que se unir para descobrir a palavra.
3. Depois, iriam dialogar pra "traduzir" esta palavra em um texto ou em desenhos.

Comentário: A doutrina de Jesus ensina, em todos os seus pontos, a obediência e a resignação, duas virtudes companheiras da doçura e muito ativas, se bem os homens erradamente as confundam com a negação do sentimento e da vontade. (...).  Jesus foi a encarnação dessas virtudes que a antiguidade material desprezava. (O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 9. Item 8. Allan Kardec). (...) A si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz (Filipenses 2:8)


SEGUNDO MOMENTO: Leitura e reflexão.


2.42   Quando ele atingiu os doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume da festa.


2.43   Terminados os dias da festa, ao regressarem, permaneceu o menino Jesus em Jerusalém, sem que seus pais o soubessem.


2.44   Pensando, porém, estar ele entre os companheiros de viagem, foram caminho de um dia e, então, passaram a procurá-lo entre os parentes e os conhecidos;


2.45   e, não o tendo encontrado, voltaram a Jerusalém à sua procura.


2.46   Três dias depois, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os.


2.47   E todos os que o ouviam muito se admiravam da sua inteligência e das suas respostas.


2.48   Logo que seus pais o viram, ficaram maravilhados; e sua mãe lhe disse: Filho, por que fizeste assim conosco? Teu pai e eu, aflitos, estamos à tua procura.


2.49   Ele lhes respondeu: Por que me procuráveis? Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai?


2.50   Não compreenderam, porém, as palavras que lhes dissera.


2.51   E desceu com eles para Nazaré; e era-lhes submisso. Sua mãe, porém, guardava todas estas coisas no coração.


2.52   E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens.

Jesus foi a encarnação da virtude obediência e resignação. Ele era obediente aos seus pais desde a sua infância e, acima de tudo, a de Deus, cumprindo a vontade D’Ele. 
Conta-se que aos doze anos, permaneceu em Jerusalém, sem que seus pais o soubessem. E quando o encontraram, estava sentado no Templo entre os doutores, escutando e fazendo perguntas.
Ao vê-lo, seus pais ficaram emocionados e sua mãe lhe disse: Filho, por que você fez isto conosco? Teu pai e eu estávamos aflitos, à tua procura.  Ele lhes respondeu: Por que me procuravam? Não sabiam que eu devo estar na casa do meu Pai? Dizendo estas palavras, quis se referir à missão altíssima de que se achava investido (1). Mas eles não compreenderam o que o menino havia dito. Então, Jesus desceu com seus pais para Nazaré, e permaneceu obediente a seus pais da Terra.
Jesus disse: ''Pois desci dos céus, não para fazer a minha vontade, mas para fazer a vontade daquele que me enviou''. Constantemente o Divino Mestre demonstrava Sua obediência e Seu imenso amor pelo Criador.  Momentos antes da Sua prisão, Ele orou: "Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice; contudo, não seja como eu quero, mas sim como tu queres". Jesus aqui nos ensina que acima de nossa vontade, acima de nossos interesses, está a soberana vontade de Deus, diante da qual nós devemos curvar humildemente. E que pela prece, atraímos os Bons Espíritos, que vêm nos ajudar nas dificuldades e nos aconselham bons pensamentos; dá-nos resignação e conforta-nos nas horas de sofrimento.  
Sendo um Espírito puro, o Divino Mestre não precisava sofrer. No entanto, Ele sofreu para que pudesse mostrar aos homens, por meio de um exemplo prático, a resignação, a obediência e a submissão com que se devem eles comportar, diante das vontades do soberano Senhor.  Nos últimos momentos do seu sacrifício na cruz, limitou-se a dizer em voz alta: ''Tudo está realizado''. E, inclinando a cabeça, entregou o Espírito.
Devemos sofrer sem reclamar, visto que os sofrimentos deste mundo são necessários ao nosso progresso espiritual. Felizes serão os que sofrerem com paciência e resignação. Aqueles que não forem obedientes ou resignados, ou seja, aqueles não cumprirem as suas provas ou não suportarem as suas expiações, terão que recomeçá-las.
TERCEIRO MOMENTO: Questionamentos e desenvolvimento do tema.
A quem vocês obedecem? A seus pais, familiares e professores? Vocês tem dificuldades para obedecer? Porque? Já se perguntou?   
A dificuldade vem do orgulho, porque o guardamos ainda em nosso coração. Ele nos impede, como outros motivos, como, por exemplo, diante de uma ordem, é comum sentir a sensação de inferioridade e resistir a atender. Também por contrariedade, quando não é nosso interesse ou desejo.
 Somos pessoas ainda orgulhosos e egoístas, não usamos nosso livre–arbítrio dentro da lei de amor, nós mais abusamos dele, fazendo o que nos interessa e queremos. Em geral, estamos sempre atendendo a nossa vontade, aos nossos interesses e desejos egoísticos. Porém, nossas escolhas estarão submetidos as leis de Deus, como a lei de ação e reação, e toda desobediência e revolta tem consequências desastrosas na nossa vida presente e futura.
E, foi uma das coisas que Jesus ensinou no sermão da montanha em “Bem aventurados os mansos e pacíficos” e “Bem aventurados os que choram”. A obediência é qualidade dos dóceis, mansos e os humildes, pois estes tem compreensão maior do amor, estes submetem a vontade de alguém no estado de dependência, sem revolta. Revolta é sofrimento; pensar e sentir sem disposição para aceitar um estado de dependência, é nadar contra a correnteza de um grande rio.
Aquele que obedece é correto e cumpridor de seus deveres para com Deus, consigo e com os outros, exercitando no bem e no amor o poder de escolha (livre-arbítrio). É uma atitude de responsabilidade, respeito e colaboração a quem se serve.
Resignação é a forma paciente de aceitarmos o que não se pode mudar na etapa que nos encontramos, e que o nosso orgulho “ferido” impõe a emoção e a razão. Orgulho é um titã que devemos vigiar constantemente e domar em nossas almas. Mas também, não significa servidão total, envolve bom senso, disciplina, respeito com a autoridade, com o mais velho e experiente, ou seja, é a maturidade na alma.
Resignar-se diante das provas e expiações é ser obediente aos desígnios divinos, está cumprindo os seus deveres para com Deus, si mesmo, a família e a sociedade.
O rebelde não pode ser resignado, do mesmo modo que o orgulhoso e o egoísta não podem ser obedientes. A doutrina de Jesus ensina, em todos os seus pontos, a obediência e a resignação, duas virtudes companheiras, que o Divino Mestre possuía.  
Em qualquer situação é pensar antes de agir, e agir com o bom sentimento guiado pelo amor. Jesus foi o autor de inúmeras formas de demonstrar isso, como sábio Mestre, a importância dessa disposição íntima (pensar antes de agir, e agir com o bom sentimento guiado pelo amor).
Destaquemos alguns ensinamentos que Jesus trouxe e onde se exerceremos a obediência:

1º – fazer aos outros somente aquilo que queremos para nós;
2º – amar aos inimigos;
3º – caridade;
4º – “oferecer” a outra face;
5º – perdão;
6º – Não julgar.

* Observemos que oferecer a outra face, não quer dizer dar o rosto para bater. É uma metáfora que sugere que se a situação nos chega de forma desagradável, devemos reagir de forma oposta. Ou seja, se gritam conosco, falemos com calma; se atiram pedras, joguemos flores; Se todos choram, sejamos otimistas e console; se nos provocam para uma briga, conversemos compreensivos. Nós sendo aqueles que ofereceremos a face sorridente da fraternidade e bondade, onde a tristeza, egoísmo e o ódio marcam presença.

OBEDIÊNCIA é e será uma constante na vida. Em todo o caminho percorrido na Terra a criatura se submete a alguém.  Crianças obedecem a seus pais, o aluno submete ao ensino do professor, o trabalhador e o profissional ao seu chefe, a pessoa ao horário de trabalho, escola, ônibus, etc., e assim sempre estamos nos submetendo a alguém ou alguma coisa.
Segundo à lei da evolução e causa e efeito, toda resistência orgulhosa deverá ceder, cedo ou tarde. Mas, bem-aventurados os que são mansos, porque darão ouvidos dóceis aos ensinamentos de Jesus, e este não terá aflição, sofrimentos intensos.

QUARTO MOMENTO: Atividade escrita

PRECE FINAL



Significado das palavras no “Aurélio”:

Obediência: 
1. Ato ou efeito de obedecer.
2. Hábito de, ou disposição para obedecer.
3. Submissão à vontade de alguém; docilidade.

Resignação:
1. Ato ou efeito de resignar (- se).
2. Renúncia espontânea de uma graça ou de um cargo.
3. Submissão paciente aos sofrimentos da vida. 

Submissão: 
1. Ato ou efeito de submeter (- se) (a uma autoridade, a uma lei, a uma força); obediência, sujeição, subordinação;
2. Disposição para aceitar um estado de dependência; docilidade; […] 


HISTÓRIA

Nico estava sentado à porta da sua nova casa, ele estava muito triste. Parecia tão solitário que o seu cachorrinho Topy chegou perto para consolá-lo. Topy latia e lambia sem parar para tentar distrair um pouquinho a Nico, mas nada parecia dar certo.
  -Você é um ótimo amigo, Topy. Mas eu desejaria tanto ter amigos de verdade para brincar, jogar futebol, andar de bicicleta.
Topy abanou o rabo compreensivamente.
  Ele compreendia como se sentia sozinho o seu amiguinho. O pai dele tinha arrumado um emprego de gerencia numa nova fábrica numa pequena cidade, perto do campo. O lugar era muito bonito, mas já tinham se passado vários dias e Nico não tinha feito nenhuma amizade, e isso o deixava muito triste.
De repente apareceram dois rapazes correndo. Eram Mario e Chico.
Levavam mochilas, varas de pesca y uma bola. Com certeza que iriam de pique nique na beira do rio.
Quando chegaram perto gritaram para Nicolas, mas continuaram caminhando..
-Você viu Topy? Ninguém me convidou. Jamais farei amizades nesta cidade!  Topy respondeu latindo tristemente.

Mas logo após vinha outro menino da escola. Era Carlos, ele era filho do dono da fábrica em que seu pai trabalhava. Era uma família muito rica. Carlos era muito paparicado por todos, todos queriam ser amigos dele.

-“Carlos nem vai olhar pra mim!” Pensou Nicolas, mas… que surpresa!!! Carlos chegou perto e disse:

-Oi Nicolas! O que você esta fazendo com essa cara tão comprida num dia tão lindo como este? Gostaria de vir ao rio comigo? Mario e Chico já estão lá.

Nicolas deu um pulo de alegria! Foi voando para dentro de casa pedir auorização a sua mãe.

Ela deixou ele ir e preparou um saboroso lanche para toda a turma.

Nicolas deu um beijo na mãe e já saía correndo quando ouve a voz da sua mãe dizendo:
-Nícolas, eu sei do seu desejo por fazer amizades aqui, mas nunca se esqueça que você já tem o melhor Amigo que existe! É Jesus, que mora dentro do seu coração desde que você  o convidou para entrar. E não troque a amizade de Jesus por nada nem por ninguém no mundo.

-Eu sei disso mamãe! –respondeu Nicolas ainda que não tivesse entendido porque a sua mãe estava dizendo isso para ele.

Logo estava Nico e Carlos conversando sobre futebol, escola, jogos….quando chegaram ao rio. Era um lugar muito bonito. Mario e Chico fecharam a cara quando viram Nícolas chegar, mas como vinha acompanhado de Carlos não disseram nada. Logo pegaram a bola e começaram a jogar. Nicolas tinha muito talento para jogar bola então os meninos mudaram de parecer se divertiram muito.

Logo chegou a hora do almoço e Nicolas pegou o lanche que a sua mãe tinha mandado e os meninos ascenderam um fogo para  assar uns espetinhos de queijo.

Mario estava pegando uns gravetos secos quando olhou e viu uma plantação de milho pertinho deles.

-Gente acabo de ter uma idéia genial! -disse Mario todo alegre- Acabo de descobrir uma colheita de milhos enormes! Podemos comer milhos assados também! È uma delícia!

-E eu tenho uma idéia melhor! Temos que saber se Nicolas é valente o suficiente para fazer parte da nossa turma! –disse Chico e olhando para Nicolas completou- Nico, vai na plantação e pega uns 12 milhos. Entendido?

Nicolas olhou surpreso e perguntou:

-O dono da plantação deu autorização para pegar milhos a vocês?

Os três se olharam e …

-Hahahahahaha. Pedir autorização? Hahaha. De jeito nenhum! Você pula a cerca e pega uns deliciosos os milhos!

-Eu não! Isso é roubo!

-Haahahaha olhem como treme a mulherzinha! Medroso, medroso!Covarde!!!! Ele não pode fazer parte da nossa turma, é um covarde!!!!

-Não tenha medo -disse Carlos colocando amistosamente a mão no ombro de Nicolas- A gente fica de tocaia, se o dono da terra aparecer a gente defende você. E lembre o ruim que é ficar sem amigos, se você for lá poderá ser parte da turma da gente!

Mas que luta se travou no coração de Nícolas! A voz do seu amigo Jesus falou no seu interior com clareza.

-“Nícolas, se você roubar demonstrará que não é meu amigo. Eu morri na cruz por esses pecados, e você já pediu perdão e foi lavado com o meu sangue. Você disse que me amava, se de fato me ama, obedeça!”

Nícolas conhecia muito bem essa doce voz, era a voz do seu melhor amigo Jesus. Ele queria obedecer, mas era tão difícil. Nico tinha esperado tanto para arrumar novas amizades!!  Ele desejava muito ser amigo de Carlos!

- E ai! Quanta enrolação!! Se você não pegar esses milhos pode sumir daqui agora!

Nico engoliu saliva, botou o peito para fora e disse firmemente decidido:

-Não vou não! Isso é roubar, e eu não vou roubar jamais!

-Não seja tolo! Ninguém vai perceber! –disse Chico visivelmente irritado.

-Não tem nada demais! Todo mundo faz isso! -retrucou Mario.

- E daí que todo mundo faça! Isso não é correto e não penso fazer! Eu tenho um parente agricultor e sei quanto custa cultivar milho. Esses milhos custam dinheiro para o agricultor eu não vou roubar de ninguém. Ficou claro? Além disso, eu já tenho o melhor amigo que alguém possa ter, seu nome é Jesus!

Nícolas deu meia volta em meio de muita zombaria e gargalhadas. Sentia um nó na garganta, mas uma paz inundou seu valente coração! Ele sabia que tinha agradado ao seu fiel e amoroso amigo Jesus.

Ele tinha preferido a amizade de Jesus à daqueles meninos, agora sabia que ficaria só e seria objeto de zombarias no bairro e na escola….mas não estava nem um pouquinho arrependido.Meditando em tudo isto nem percebeu que Carlos vinha correndo atrás dele.

-Nico, Nico… espera ai! Foi mal!  Você tem razão! Eu nunca tinha pensado dessa maneira, não tinha me dado conta de que isso é roubar. E sabe? Desde que ando com esses mininos tenho feito muitas coisas que me incomodam e sei que não são boas. Você me perdoa?

- Com certeça! -respondeu Nico muito feliz.

-Vamos pescar? –convidou Carlos.

- Vamos amigo! -disse Nico.

A partir desse dia Nícolas e Carlos se tornaram amigos inseparáveis.

Nico estava muito feliz por ter escolhido a amizade de Jesus! Passados uns dias ele também ganhou um novo amigo para Jesus! Sim, é que Carlos quis ter Jesus como o seu amigo e o recebeu no seu coração. Agora alem de ser grandes amigos, eram irmãos!

E você amiguinho, quem é o seu melhor amigo?

História retirada do site: http://projetovidanova.com.br/cabofrio/?p=136

DESENHOS










16 de agosto de 2017

Aula - Prudência

PLANO DE AULA

Prudência


"De maneira que andem na prudência dos justos."
(Lucas: capítulo 1º, versículo 17.)
"Eis que eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos, sede, portanto, prudentes como as serpentes e simples como as pombas." (Mateus, 10:16)

Bibliografia: LE Q. 864 e item 872; ESE cap. XXVII item 12; “Convites da Vida”, Divaldo Franco / Joanna de Angelis, Capítulo 43; 52 Lições de Catecismo Espírita, Eliseu Rigonatti, 36ª lição.

Objetivo: Ante as situações da vida tenhamos prudência.

Harmonização com músicas e Prece Inicial

PRIMEIRO MOMENTO:

Dinâmica: Entrando numa Fria

Objetivo: Refletir sobre a prudência, a imprudência e suas consequências.

Material: Pedras de gelo, copos descartáveis.

Procedimento:

– Organizem os alunos em círculo.
– Peçam para que os alunos relatem situações que aconteceram com eles que envolvam a prudência ou a imprudência.
Quando o relato exemplificar a prudência, todos devem bater palmas.
Quando o relato exemplificar a imprudência, todos devem falar: “Entrou numa fria!” e ganhará um copo descartável com gelo.
Falem o que significa a expressão “entrar numa fria”: confusão, encrenca, não fez do jeito correto.
Peçam para que os alunos deixem seus copos com gelo reservados, porque depois serão utilizados.
– A partir destes relatos falem sobre a importância da prudência e os resultados positivos. Também falem sobre as consequências negativas da falta de prudência.
– Agora, peçam para que os alunos que “ganharam” o copo com gelo, observem como está o gelo. Deve ter havido degelo. Então, aproveitem e falem que esta transformação pode nos remeter a mudança de comportamento do imprudente que “entrou numa fria” para uma situação diferente com mudanças de atitudes. Em toda situação devemos discernir antes de agir.

SEGUNDO MOMENTO: Desenvolvendo o tema.

É certo que Deus nos deu o Livre arbítrio para que cada um de nós faça ou não uma coisa qualquer. Ou seja, façamos nossas escolhas, para que nós mesmos construíssemos o nosso destino. Porém, o livre arbítrio nos torna plenamente responsável por todos os nossos atos. Cada ato praticado é seguido de uma consequência. Um ato bom traz boas consequências. Um ato mau traz más consequências. Podemos praticar ações más, mas temos que aguentar as consequências, que será uma reencarnação dolorosa. Enfim, toda causa terá uma consequência.
Todos os que sofrem é porque não usaram o seu livre arbítrio no bem, no perdão e na caridade, então sofrem as consequências de suas ações, pois estão fora da Lei de Amor Universal.  E se fugimos agir na lei de amor o efeito são angústias, dificuldades e aflições.
Nos sublimes ensinamentos, o Cristo procurou demonstrar a necessidade imperiosa da prudência em nosso modo de viver.
Grande maioria das tribulações da vida se devem as nossas atitudes e ações em desarmonia pelo mal caminho que nos conduzimos. Aquele que bebe e fuma muito, e não possui hábitos saudáveis, adoece e sofrerá por essa má escolha.
O Homem é o autor da maioria de seus sofrimentos, e é responsável por todas as suas escolhas, se agisse com mais prudência se pouparia.
A Prudência é um virtude que é muito mais que cuidado e cautela. Ser prudente significa, considerar, além do objetivo a ser atingido, a forma correta de proceder, o como se faz. 
A Prudência é uma virtude que controla a razão e está intimamente relacionado à forma de agir; é uma manifestação do conhecimento.
AGIR COM PRUDÊNCIA É PROVA DE SABEDORIA.
É muito difícil manter a calma e ter um momento de reflexão antes de adotar qualquer tipo de decisão. A maioria dos erros cometidos está associada à falta de prudência, irreflexão, a precipitação, ao seguir as irrupções das emoções do momento são sem dúvida uma forma de insensatez.
Se agirmos de modo imprudente, não alimentando ódio, inveja, orgulho, egoísmo ou ciúme, contra os nossos irmãos, não iremos adquirir vícios e excessos morais, e viveremos com mais harmonia.
As regras de prudência nos indicam que devemos viver o Evangelho de Jesus, manancial de vida eterna, que contribui de modo decisivo para impulsionar nosso crescimento moral.
Prudência no falar; prudência no agir; prudência quando pensar. Falar com prudência conduz o homem a atitude refletida.
Pensar prudentemente, pois uma palavra que nos chega aos ouvidos, nos ferindo, pode fazer com que nos exaltemos, impedindo, em consequência, de pensar com acerto e calma.
Com prudência Jesus pensou, falou e agiu. E se há tantos males e enfermidades, consequências de nossas ações desarmonizadas, tenhamos prudência.

TERCEIRO MOMENTO: Para fixação do tema leia as questões e os evangelizando marcaram no papel suas respostas. Ao terminar de responderem, somem os pontos.

Questionário Auto avaliativo: PRUDÊNCIA E HONESTIDADE

Objetivos: Fazer com que as crianças compreendam com o resultado de suas respostas o que venha ser a prudência na tomada das decisões.

Material: Papel e lápis.

Técnica: Distribuir papel e orientar os evangelizando a ouvir com atenção as situações que serão colocadas. Orientar como escrever e responder no papel. Ao terminar, reler as situações colocadas e pedir que se avaliem se foram prudentes em cada uma daquelas situações e conversarem sobre isso.

1ª Situação: Você trabalha e recebe por mês R$1.000,00 por mês. Suas contas diárias (aluguel, água, luz, telefone, alimentação) ficam em R$600,00. Um dia, passando num shopping viu o celular IPHONE 7 por R$3.200, 00, que parcelavam em até 12 X 340,00.

a)     Você nem pensa e compra.
b)     Faz as contas e vê que vai ficar muito “apertado” seu orçamento, mas compra assim mesmo.
c)     Faz as contas e vê que vai ficar muito “apertado” seu orçamento, e pensa que m mais para frente vai receber 13º salário terá oportunidade de poder comprar. Decide aguarda a oportunidade.

2ª Situação: Num certo dia, um professor de escola esquece na mesa o IPHONE e vai embora apressado.

a)     Você pega o celular e leva para casa. Fica um tempo com ele, mas acaba voltando com ele pra sala sem ninguém ver.
b)     Pega o celular e leva para casa e fica com ele, pois afinal o professor ganha salário e pode comprar outro e você não.
c)     Pega o celular e procura entrega-lo imediatamente para o professor.

3ª Situação: Num certo dia, um amigo diz que maconha o deixa com uma sensação incrível! Que ele precisa experimentar e ... procura te convencer.

a)     Você fica interessado de tanto o seu “amigo” te falar e acaba que experimenta e gosta...
b)     Você fica receoso, mas você anda com tantas coisas na cabeça, tantos problemas e o “amigo” diz que vai “aliviar a pressão dentro de você” etc.... Então experimenta e gosta...
c)     Você já ouviu palestras na escola, seus pais advertindo, mas nem dá ouvidos e experimenta, gosta e passa a usar.
d)     Você nem pensa duas vezes! já ouviu palestras na escola, seus pais advertindo sobre as consequências. Então procura aconselhar o amigo e abrir lhe os olhos.

4ª Situação: Você conhece alguém na internet. Essa pessoa é alguém que te entende, compartilha seus gostos, divertida e muito positiva. Também é uma (um) garota (o) de sua idade que te convida a se encontrarem no estacionamento de um determinado shopping a noite.

a)     Você concorda e marca hora, e no dia e hora vai ao encontro desse (a) amigo (a). Não comenta nada com ninguém e nem seus pais para não colocarem empecilhos.
b)     Você fica meio (a) receoso (a), comenta com uma amiga que te aconselha não ir sozinho (a), mas você vai assim mesmo.
c)     Você fica receoso (a), comenta com um amigo que diz que vai te acompanhar pra não ir sozinho (a), e então vão ao encontro.
d)     Você pensa sobre isso, e conversa com seus pais, e juntos procuram uma solução juntos.

5ª Situação: Um conhecido seu te pede para fazer um serviço durante um tempo pra ele, que vai te render uma boa quantia em dinheiro, que é apenas entregar um pacote fechado num determinado local. Você:

a)     Fica interessado, pois a quantia em dinheiro é tentadora, e concorda.
b)     Fica interessado na quantia em dinheiro, acha estranho um serviço fácil e só entregar um pacote, mas resolve fazer assim mesmo. Qualquer coisa você larga o serviço.
c)     Você acha estranho um serviço tão fácil, diz que vai pensar, comenta com um amigo, que diz pra você pedir mais dinheiro. Então pede mais dinheiro para seu conhecido que aceita seu preço, e você se encoraja com o dinheiro e concorda.
d)     Você acha muito estranho, diz que vai pensar, consulta seus pais, que te aconselha a não aceitar, e você não aceita apesar da insistência e da oferta em dinheiro. Afinal, não vale a pena se encrencar por causa de dinheiro.
Prece Final
***********************
Dicionário:
1.    IMPRUDÊNCIA:  Ação irresponsável; falta de observação àquilo que poderia evitar um mal; precipitação.
2.    INSENSATEZ: Ação que resulta da ausência de prudência; imprudência: uma insensatez que lhe custou muito.
3.    PRUDÊNCIA: A prudência é a capacidade que algumas pessoas têm de analisar e avaliar sua ação e possíveis consequências antes de adotar uma decisão. Normalmente é sinônimo de sensatez, moderação, cautela, maturidade e reflexão.
4.    IRRUPÇÃO: Invasão súbita, entrada brusca.
5.    SABEDORIA: Qualidade da pessoa sábia, com muitos conhecimentos; Conhecimento adquirido pela experiência; Excesso de conhecimento que se acumula; Em que há ou demonstra sensatez, reflexão.

TEXTO DE APOIO

Convite à Prudência

"De maneira que andem na prudência dos justos." (Lucas: capítulo 1º, versículo 17.)

Este, precipitando conclusões mentais chegou, através de raciocínios falsos, a desequilíbrio injustificado.
Aquele, acoimado por inquietação exorbitante, atirou-se em torvelinho pela rota, cansando-se, exaustivamente, a meio da jornada.
Esse, por distonia da razão, desesperou-se sem motivo real e exauriu as possibilidades da serenidade interior.
Aquele outro, pelo hábito contumaz da irreflexão, saltou no despenhadeiro da loucura, perdendo a oportunidade feliz.
Este outro, condicionado pelas aflições exteriores, deixou-se empolgar pela ira e agiu com desacerto.
Esse outro, vitimado pelos condicionamentos da vida em desordem, permitiu-se corromper, antes de usar as ensanchas do bem, perdendo-se a si mesmo.
A prudência é atitude de sabedoria. Prudência no falar; prudência no agir; prudência quando pensar.
Falar com prudência conduz o homem a atitude refletida, pois falando o homem perde o domínio das palavras, que, desatreladas, lavram incêndios, promovem conflitos, desarticulam programas salutares.
A palavra não pronunciada é patrimônio precioso de que o homem se pode utilizar no momento justo; a palavra liberada pode converter-se, quando dita sob impropérios, em látego que volta a punir o irresponsável que a libera.
A ação precipitada, sem a necessária prudência, invariavelmente engendra desacertos e aflições sem nome, conduzindo o aturdido ao despenhadeiro do insucesso, em cuja rampa o remorso chega tardio.
Antes de agir o homem é depositário de todos os valores que pode investir. Após a ação colhe os resultados do ato.
Agir, portanto, através da ponderação a fim de que a atitude não se converta em algoz, que escravize o próprio instrumento.
Pensar prudentemente.
Uma palavra que nos chega aos ouvidos, ferindo, conduz-nos a uma posição exaltada, impedindo, em consequência, a perfeita ordenação mental, que assim nos induz, através de ângulos falsos da observação perturbada, a resultados danosos.
Pensar-refletindo predispõe a ouvir, acostumando a ver, criando o hábito de ponderar para, então, chegar às legítimas conclusões em torno dos veros problemas da vida.
Precipitado, Napoleão conquistou a Europa e, refletindo, meditou tardiamente nos erros cometidos, em Santa Helena.
Conduzido pela supremacia da força, Alexandre Magno dominou o mundo e febres estranhas tomaram-lhe o corpo jovem, antes das reflexões de que muito necessitava.
Com prudência Jesus pensou, falou e agiu.
Construído, paulatinamente, surge um reino de venturas plenas que a pouco e pouco, não obstante a precipitação destes ou daqueles apaniguados do mundo, vai fixando os seus alicerces no imo dos homens, como bandeira de paz e de esperança para a humanidade inteira na direção dos milênios.
Prudência, pois, como atitude de santificação interior.
FRANCO, Divaldo Pereira. Convites da Vida. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL. Capítulo 43.
-------------------------------------------------------------------------------------------------------